A 27 de Setembro de 1957 entrava em erupção o vulcão dos Capelinhos no extremo oeste da ilha do Faial, nos Açores. A erupção duraria por mais de um ano e a ilha ficou um bocadinho maior. Hoje, passados 50 anos, são visíveis restos de algumas casas e o antigo farol, parcialmente soterrados pela acumulação de cinzas da erupção vulcânica. Parte do que foi acrescentado à ilha foi já objecto de erosão, que nestas coisas o mar não perdoa. Em 2005 percorri esse pedaço de terra, que é o mais jovem pedaço de território nacional que existe, onde a paisagem é ainda estranhamente alienígena, sem vestígios visíveis de algo vivo à superfície. Cinquenta anos não é tempo suficiente para formar um solo, um recurso importantíssimo que o abate de árvores e os incêndios deixa indefeso à delapidação pelos agentes erosivos da Natureza.


