BuziNão
Há dias assim, uma pessoa acorda e dá logo de trombas com uma notícia radiofónica (confesso que não sei muito bem como é que se dá de trombas com uma coisa que nos entra pelos ouvidos, mas soa bem e além disso a anatomia nunca foi o meu forte) que uns putos ingleses, que se autointitulam como “Buzinas”, ganharam o prémio maior de música daquela ilha. Como eu de música não percebo nada, sou da opinião que os gajos ganharam aquilo pelo título do disco: “Miths of the Near Future”. Qualquer coisa que tem um cheiro de futurismo no título deve, de certeza, representar a vanguada do que vai surgir por essas ondas radiofónicas mundo fora. Pior ainda é quando se utiliza a palavra “mito”: acho que foi com isto que arrasaram a concorrência. Agora que se exacerbou mais um “hype”, pobres dos nossos ouvidos que terão que aturar isto não sei quanto tempo. O que vale é que a maior parte das denominadas “mais uma grande banda da década” que vão aparecendo todos os anos, enlevadas num altar pelos doutos críticos musicais que atiram a tudo o que mexe com cagufa de deixarem passar, em vida, os génios que marcarão a música das décadas seguintes, vão desaparecer da memória colectiva com a mesma rapidez com que decidiram, um dia, pegar nuns instrumentos e começar a tirar de lá uns acordes (inspira! que o ar já escasseia depois de ler esta frase). Felizmente não lhes deu para usarem campaínhas, apesar de o nome da banda fazer recear o pior, talvez por ser o instrumento mais tocado por toda a gente. A propósito: acham que ainda há macacos no Árctico, ou teremos de esperar pelo aquecimento global?
Informação Científica: o Mercúrio é um metal tóxico que causa lesões graves no cérebro.
Advertência ao Consumidor: Esta crítica foi escrita por um gajo que não percebe nada do assunto, e que só ouviu umas duas ou três musiquinhas (são mesmo musiquinhas) destes tipos mas que foram o suficiente para os achar particularmente irritantes. Assim mesmo, sem concessões!











