Wednesday, 26 December 2007

Personalidade do Mês (Novembro)

Como aqui apenas elegemos as personalidades relevantes do mês depois de o mesmo ter acabado (embora já tenha decorrido quase um mês), aproveitamos o espírito da quadra que ora passa para agraciar com o nosso prestigiado prémio o justíssimo vencedor, que é:

Hugo Chávez, Presidente da Venezuela, que conseguiu reduzir a cinzas a pose de estado do Rei de Espanha.

Comentário do Comité do Restaurante:

Convenhamos que deve ser extraordinariamente difícil fazer com que o Rei de Espanha perca a compostura e mande calar alguém numa sessão de chefes de estado. Apenas receamos que tal intervenção tenha consequências e venha no futuro a inibir Chávez de discursar durante horas e horas a fio ao bom estilo Fidel Castro o que, bem vistas as coisas, parece-nos um bom calvário para os participantes das cimeiras Ibero-Americanas. Na dita cimeira, apenas faltou um toque de charme com actividades de palco similares às que ocorrem nos momentos controversos dos jogos de futebol sul-americanos.

CampanhaCérebros para a Madeira”:
Gabriel Drummond, deputado do PSD Madeira defendeu a independência do arquipélago caso a revisão constitucional para 2009 não acolha as propostas do parlamento regional para o aumento das suas competências legislativas. O referido deputado terá afirmado “A minha atitude pessoal, e vou convencer outras pessoas, é declararmos unilateralmente a independência na Assembleia Legislativa da Madeira”.

Wednesday, 19 December 2007

Sócrates e Salazar

Descubra as diferenças (entre outras que vêm enchendo os noticiários há longa data):

“É verdade, sou um provinciano” confessou Sócrates ao Libération – Título no DN de 18 de Dezembro de 2007.

Thursday, 22 November 2007

Uma Pausa Kitty Cat!

enquanto não vêm outras coisas...

Tuesday, 20 November 2007

Personalidade do Mês (Outubro)

Isto é um pouco a dar para o breve, porque a inspiração não dá para mais, mas esta rubrica não pode falhar no estabelecimento! E aqui vai o digníssimo nomeado:

Jardim Gonçalves, presidente do BCP que obviamente não se preocupa com questões menores de clientes que, de repente, até nem pensam liquidar qualquer coisa como 12 milhões de euros de dívida ao banco que dirige, mesmo sendo esse cliente um filho seu.

Comentário do Comité do Restaurante:

Se Pedro, no momento em que apanharam Cristo, renegou-o insistentemente por três vezes, sejamos honestos que com 12 milhões de euros em jogo, até renegávamos a nossa mãe e jurávamos a pés juntos que havíamos nascido de geração espontânea. E para quem duvide da devoção cristã do nomeado, convém lembrar que não se conhece nenhum padre que tenha reconhecido, até hoje, um dos muitos filhos bastardos perdidos no tempo histórico e que nasceram das muitas incontinências sexuais dos sacerdotes. A vida recente mais agitada do BCP conjugada com uma tremenda falta de tacto levaram Jardim Gonçalves a suportar o calvário e desembolsar os 12 milhões, mas de consolação o Comité oferece-lhe este prémio. Uma achega: se o BCP achar por bem acolher o papel de mecenas e avançar com um valor monetário para o prémio, a gerência agradece. É que 12 milhões vinham mesmo a calhar agora! Posso? Hein?! Então? O que acham? Hein!?.... Não?!.... pois.... claro, claro!... a crise e tal... mais o preço do petróleo... a vida está difícil para todos.... com certeza!.... ora essa.... pedir não custa, não é?... está alguém do outro lado?.... Hellooo!....

Thursday, 15 November 2007

I’m Loosing Control…

…of my life!

Mas como hoje ocorre a estreia nacional do filme "Control", aqui fica uma singela homenagem a uma das mais importantes bandas da música pop/rock, nascida no crepúsculo dos 70s, da Factory Records.


Este foi o single que trouxe de Inglaterra quando lá fui pela primeira vez... e em baixo está a música dos Joy Division de que mais gosto:



com o vídeo e tudo...

Thursday, 1 November 2007

Melancolia


Este post aqui fez-me recordar uma banda de que gostei imenso mas de quem, por razões que me escapam completamente, nunca comprei um único disco. Talvez porque na altura se contavam os trocos, o belíssimo disco “LC” dos The Durutti Column era uma audição regular por empréstimo de um amigo. Os The Durutti Column são o alter ego de Vini Reilly e eram mais uns dignos representantes da fornada criativa da Factory Records dos finais de 70, início de 80. Para além deste “LC” de 1981 viriam a editar também um EP com o título “Amigos em Portugal” pela etiqueta Fundação Atlântica em 1983, da qual tenho primeiro disco dos Sétima Legião. Depois disso, fui abandonando o seu percurso, mas ao que parece, Vini Reilly mantém a chama dos The Durutti Column viva, dando concertos com alguma regularidade. A sua discografia, espartilhada por uma multitude de etiquetas independentes, está em grande parte inacessível, o que só me deixa mais amargurado pela indesculpável forretice de há 26 anos não me ter dado para sacrificar outro disco bem mais dispensável que este. Para além deste tema que aqui é apresentado, “Never Known”, adorava também “Sketch for Dawn” do mesmo álbum “LC”, que de tanto passar deixou a fita da cassete mais que gasta. Guitarra melancólica, a sugerir uma atmosfera de introspecção, com uma voz susurrada e etérea como que a conter uma dor que não se quer deixar sair. Triste, mas muito bonito.

Monday, 29 October 2007

Mas Afinal a Música Serve Para Quê?


Vem isto a propósito das comemorações dos 30 anos sobre a edição do álbum “Never Mind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols” dos Sex Pistols. Por muitos considerado a “pedrada no charco” (eventualmente noutros sítios também), é um dos marcos fundadores do movimento punk em Inglaterra. Alguns dos frequentadores cá da tasca até sabem que gosto de bandas de rock do movimento progressivo do início dos anos 70 e o punk é muitas vezes apontado como a contra-corrente que devolve o rock às massas, de onde vilmente os progressitas o tinham retirado. Confesso já não ter paciência para esta discussão, mas ainda se lêm peças jornalísticas, como esta escrita por Vítor Belanciano, no Público de 28 de Outubro de 2007:

Se a música fosse apenas música, talvez nem nos lembrássemos deles. Os Beatles tiveram mais fãs a puxar pelos cabelos. Os Rolling Stones estão aí para ganhar o prémio de longevidade. Os Doors não eram verdadeiramente um grupo, eram Jim Morrison. Os Velvet Underground tinham pinta, mas apenas para uma imensa minoria. Dos Pink Floyd é difícil perceber o fascínio.

Estão a perceber o fascínio que me causa a última frase. Pode questionar-se até que ponto uma peça jornalística é apenas isso, ou seja, tendo o propósito de dar informação objectiva, ou mais do que isso, sendo também uma corrente de opinião pessoal. Não vale a pena discutir sobre este assunto, porque sinceramente me estou nas tintas para a opinião do Vítor Belanciano, mas sinto desconforto com esta posição sobranceira de “incompreensão” para com quem ache fascinante ouvir e (cruzes canhoto!) gostar de Pink Floyd. Pessoalmente, eu também acho “incompreensível” o fascínio pela Madonna, mas a partir de uma certa altura um gajo cresce, é mais maduro, e começa a sorrir complacentemente com as afirmações de quem parece ainda espremer borbulhas ao espelho da casa de banho. Mas a seguir, surpresa:

Mas porque a música não é apenas música, estando ligada à maneira de os indivíduos pensarem, agirem e viverem, sendo uma das formas mais antigas de atribuir identidade, associada em certos períodos com movimentos sociais e políticos e com formas alternativas de experimentar o mundo, os Sex Pistols são um dos grupos mais importantes de sempre da história da música popular.

Ora aí está, meu caro Vítor! A música não é apenas música, assim como a literatura não são só romances de cordel, há os que pensam que a música pode também ser muito mais que um simples grito de revolta, por muito urgente que ele seja, ou meia dúzia de acordes tocados à pressa em menos de 3 minutos por quem não distingue uma pauta de música do papel de embrulho da mercearia. Como cada um de nós, age, pensa e vive de forma diferente, é natural que exprima essa atitude na música que faz de forma igualmente diferente. O que não é compreensível aqui é que nos sintamos surpresos por uma significativa maioria não pensar exactamente como nós. E com isto não retiro nenhuma das virtudes e importância ao único álbum dos Sex Pistols, bem pelo contrário. A música vale precisamente pela multiplicidade de formas de expressão, qual caldeirão étnico onde o mundo pode ser visto com cores diferentes. É que já tenho a barba rija e rezo para que não me apareçam borbulhas, que estas com a idade arriscam-se a já não desaparecerem.

Mas agora analisemos os resultados de alguma desta revolta urgente e súbita na altura, passados estes anos, ainda nas palavras de Vítor Belanciano:

Entretanto, os quatro sobreviventes, o cantor John Lydon, o baixista Glen Matlock, o guitarrista Steve Jones e o baterista Paul Cook - Sid Vicious, que também integrou a banda, faleceu em 1979 -, vão reagrupar-se para uma série de cinco concertos.

Eh lá! Então estes gajos, que foram o mais contra-sistema que a Inglaterra viu nascer na música popular nos últimos anos, vão na conversa de apoiar uma iniciativa para engordar os cofres das multinacionais da música com as vendas de mais uma catrefada de discos, mais a reedição dos singles, já para não falar dos concertos?

Em 1976, as taxas de desemprego eram as maiores de sempre desde a II Guerra Mundial e o Governo conservador de Margaret Thatcher era contestado por aqueles que não conseguiam imaginar o futuro. A utopia hippie finava-se. Os ideais contraculturais eram a nova norma. Aos baby-boomers que haviam tentado mudar o mundo e aspiravam à "paz e amor" respondiam os Pistols com No future, expressando impotência e cólera, numa atitude niilista, contra a sociedade, contra o panorama rock da época, contra tudo.

Pois... mas passados estes anos, mais parece aquela cena de ver o Durão Barroso, estudante de Direito em pleno PREC, com discursos inflamados, a exigir que pendurassem todos os capitalistas pelos tomates (ou seja, os “bollocks” dos ditos), hoje como o insigne presidente da Comissão Europeia.

...o jornalista e escritor francês Benoit Sabater resume a acção do grupo: "Eles não queriam reconstruir nada. Apenas criar situações caóticas, de forma esteticamente relevante, nas ruas ou em palco. A sua música criou uma nova dinâmica, mas também as capas, o visual, os corpos abandonados, as suas declarações. As situações criadas por eles não pretendiam gerar um mundo mais fraterno, mas sim mostrar que tudo era simulacro. Era necessária uma inversão de valores. Fazer tábua rasa de tudo. Tudo."

Acho notável que, passados estes anos, mais velhos e maduros (supõe-se, ou talvez não) não consigam perceber que o simulacro não só se mantém como também fazem parte dele, porventura mais amplo que há 30 anos atrás, e mais invisível. Revolução, precisa-se! Deixem ficar o “Never Mind the Bollocks” que até nem faz mal às mentes, mas apagem-me é estes gajos que já estão vendidos ao sistema!

Friday, 26 October 2007

Quantas Terras Calça o Estimado Cliente?

Na revista Visão desta semana, designada "edição verde", aparece uma referência ao site "Earth Day" onde podemos medir a nossa "Pegada Ecológica". É uma espécie de declaração de IRS Ambiental, a qual deveríamos tornar pública. Pois bem, o responsável cá da tasca calça 2,4 Terras, o que é muito. Há muitas incertezas nesta estimativa, mas não deixa de ser uma boa aproximação às consequências dos nossos actos diários. Por isso, aqui fica o desafio para os Mui Estimados Clientes. Façam o favor de clicar na figura e responder. Depois podem, ou não, publicitar no vosso blogue, site, pasquim, fanzine, whatever...

O resultado do Restaurante:


O do Al Gore (quando recebeu o Oscar):


E agora uma desanca: A mesma revista Visão, que em tempos cortou a sua colaboração com Clara Pinto Correia por esta ter plagiado um texto de um cronista da New Yorker, atreve-se a usar figuras e valores da edição de Setembro Hors Série da revista "Science et Vie" sem qualquer referência à fonte, nas páginas 176 a 182. Haja Vergonha! E nem sequer souberam traduzir "Clathrate" para "Clatratos".


Tuesday, 23 October 2007

A Orquestra Cinemática

Porque me apetece espairecer um bocado, e porque estava a ouvir esta excelente composição que é “All Things to All Men” dos The Cinematic Orchestra e do rapper Roots Manuva, quero partilhar este momento com os estimados clientes. O disco “Every Day” (2002) da banda de Jason Swinscoe continua, para mim, como um dos grandes discos que saíram nesta década, onde o jazz e a electrónica se fundem na perfeição gerando composições sólidas e absorventes, denunciando uma atmosfera musical fresca e um momento de inspiração que é muito procurado, mas raras vezes conseguido pelas bandas. Em 2002, os The Cinematic Orchestra conseguiram esse feito.

Monday, 22 October 2007

As Chaves do Restaurante

Abalançado por uma ideia da estimada cliente Rita já há algum tempo, que por andar a pôr coisas indecentes no blogue dá para ter destas surpresas, embora não seja a única, verifiquei que o uso de linguagem cientificamente decente dá para apanhar algumas coisas curiosas. Deixo aqui algumas das palavras-chave com que os navegantes da net sem GPS usam para chegar a este estabelecimento, não sem antes responder a cada um dos incautos navegantes (mesmo que já por cá tenham passado há vários meses), fornecendo uma espécie de FAQ (Frequently Asked Questions):

porque os testiculos se mover
Assim de repente ocorrem-me várias hipóteses, a mais óbvia das quais decorrente de uma actividade física praticada no leito com uma ou mais almas gémeas emitindo gemidos sincopados e repetitivos. A menos que seja algo equivalente ao que algumas pessoas fazem para mexer as orelhas, pelo que o aconselho a consultar o Guiness.

quanto tempo leva a cover os caracois
Numa estimativa por baixo, claro está, diria que p’raí uma eternidade.

mal amanhado
O quê? Este blogue? Certamente que sim!

livro de reclamações estabelecimento com restaurante e discoteca
Belíssima síntese cá do sítio pois damos música, servimos pratos e temos espaço para reclamações. Chegou ao sítio certo. Parabéns!

reclamação sem fim restaurante
Reclamações deste tipo não são aceitáveis. Não por mim, claro, mas desconfio que o Blogger não disponibiliza Infinitabytes de espaço em disco para esse fim sem fim.

explosão no restaurante da univercidade hebraica
Nunca tivémos cá disso, e também nunca ninguém aqui andou na univercidade.

alexandra solnado
*#*&?da-ssse!

como aplicar a pops em um restaurante?
Importa-se de repetir?

adegadochico
O Google está cada vez mais esperto! Como é que esta merda veio aqui parar?

ossos
...do ofício, ter que aturar estas coisas!...

gemeos previsoes 2007
Prevejo que devem ser tipos fisicamente muito parecidos, não só em 2007 mas ao longo da sua vida.

truque do desaparecimento
Dava jeito! Acaso sabe onde o ensinam?

quero saber sobre o caso de mortos vivos
Um gajo apanha cada uma... os últimos que por cá passaram eram polícias que se passearam pelo Estádio Nacional em Setembro, levaram uma multidão de alienados a olhar para os tipos e foram os responsáveis por ter demorado uma hora e meia para chegar a casa, todo rebentado do dia de trabalho. Quais mortos vivos qual quê! Cabrões de merda é o que são!

pessoas que sabem da existencia dos mortos vivos
Eu nem sequer quería saber, mas insistem em atravessar-se à minha frente!

ovnis na idade média
Qualquer tipo instruído que tivesse vindo de um país civilizado visitar o Portugal salazarista do século passado!

os impropérios do capitão haddock
#%#$*#&*» raios e coriscos!

"um parvo qualquer" portuguesas
Mais uma pesquisa cuja perspicácia me deixa assombrado! Como é que sabiam que era eu?

irmãos quark canudos
Esta já é minha! Se eu um dia formar uma banda, é com este nome.

a,,,,,,,,m, , ,000
I’m speechless!