Tuesday, 26 April 2011

Ben Frost @ Teatro Maria Matos (25 de Abril de 2011)

Para terminar o dia da liberdade, pelas bandas do Maria Matos libertaram-se os demónios sonoros de Ben Frost, um músico australiano que mora para os lados da Islândia, como que a fazer jus à frieza da sua música e do seu apelido. Depois de editar “By the Throat” em 2009, obra que veio apresentar em Lisboa, não faltaram elogios à obra, mormente da parte de Tim Hecker, cuja música partilha muitos pontos em comum.


Num Maria Matos com mais de meia casa e pouco depois das 22 h, o singelo Ben Frost assoma ao palco, descalço, acompanhado pelo contrabaixista Borgar Magnason, e sentado ao piano lança um lacónico “Sorry we're late” começando uma troca de notas musicais com o contrabaixo arranhado por um arco produzindo sons minimalistas naquele que seria o único momento integralmente acústico do concerto. A partir daí Frost aproxima-se do portátil Macintosh e da bateria de amplificadores para, ao correr do momento, ir construindo uma sequência de paineis sonoros que deambulam entre um minimalismo noise, a mistura de ruído digital, loops do som do contrabaixo (sempre tocado com arco), passando a espaços pela guitarra (usada parcimoniosamente e sujeita aos mesmos tratamentos) e pelo piano. Os momentos variam entre o discreto olhar de uma paisagem idilicamente transformada em ambiente dark, até à produção sonora intensa com níveis de volume de fazer inveja às bandas de metal. As paisagens, como By The Throat já o indiciava, são frias e inóspitas com o contabaixo a soltar os uivos lancinates de uma alcateia no penúltimo tema da noite. A sequência de temas não deixa espaço a respirações, e o público apenas num momento apanha uma aberta para lançar umas palmas que são basicamente ignoradas por representarem uma distração ao que se estava a passar em palco. Tal como numa obra orquestral dividida em vários movimentos, as manifestações de agrado e aprovação foram por isso deixadas para o fim. No ar fica uma sensação de estranheza afim de performances deste género, uma vez que o objectivo não é produzir melodias mas sim causar sensações e cada um de nós imaginar as paisagens que os sons sugerem, onde mesmo o simples olhar para o palco e para os músicos pode constituir em si uma distracção. Em qualquer dos casos, as paisagens nunca serão agradáveis nem quentes, antes pelo contrário. São momentos de intensidade que cada espectador vive de maneira diferente e não deixa lugar a escolhas dúbias. Ou se gosta, ou não se gosta. Ao contrário também do já mencionado Tim Hecker, a música de Ben Frost é bem mais crua e despojada de tonalidades melódicas. O resultado porém, mereceu inteiramente a deslocação e o pouco mais de uma hora de actuação.

(4/5)

Monday, 11 April 2011

AMI, ou Assim se Mostra a Independência

O que dizer das notícias que vieram a público dando Fernando Nobre como cabeça de lista por Lisboa pelo PSD e candidato do mesmo partido a Presidente da Assembleia da República, a segunda figura do Estado?

Nunca em todos os actos eleitorias em que participei tive dúvidas em quem votava. As coisas sempre estiveram, para mim, claras como água. A excepção deu-se nas últimas Presidenciais onde me senti perdido sem saber em quem votar, não me revendo minimamente em nenhum dos candidatos a Presidente da República Portuguesa. Estando ainda recenseado na freguesia onde vivem os meus pais, desloco-me religiosamente em todos os actos eleitorais para exercer o meu direito. Naquele dia, não foi diferente. O que foi diferente foi a constante dúvida que me assaltava a cabeça sobre onde iria eu colocar a cruz do meu voto. O princípio de deixar o boletim em branco nunca me agradou e nunca o havia feito, por isso, não era agora que o iria fazer. Apenas dois nomes tinham algumas hipóteses de receberem a minha aprovação, embora contrariada em ambos os casos. A dúvida persistiu até à mesa de voto e no instante em que tinha a caneta na mão e o boletim à minha frente, a decisão foi tomada tal como uma bola que está no topo de uma colina e, por circunstâncias meramente locais, acaba por deslizar por um dos flancos. A cruz recaíu em Fernando Nobre. Não sei se o acto foi consciente ou inconsciente, embora seguramente tenha havido uma nesga de consciência no mesmo. Afinal, descontando as trapalhadas que saíram da boca de Fernando Nobre durante a campanha eleitoral, e não foram poucas, acreditei, ainda que por um breve momento que fosse, que Fernando Nobre era o rosto da independência e a personificação daquilo a que se aproximava mais da dita sociedade civil. Um rosto tosco e algo trapalhão, mas ainda assim um rosto. Observei essa inépcia como uma forma genuina de alguém que, embora não talhado para o combate político, o fazia por um dever de cidadania e de esforço, tal como se empenha nas campanhas de terreno da AMI, ainda que com resultados bem diferentes. Creio que inconscientemente, foi essa crença que me decidiu de forma quase mecânica, a colocar a cruz onde ela acabou por ser colocada. Hoje essa crença esfumou-se, tal como se esfumou da mente da maioria dos seus apoiantes. E é em parcos segundos, os necessários para se ler o cabeçalho de um título de jornal e os primeiros parágrafos desta notíca, que o Dr. Fernando Nobre consegui destruir a sua imagem de independência e prestígio que lhe levou décadas a adquirir e da qual nunca recuperará. E isto porquê? Pela hipótese de ocupar o lugar de segunda figura do Estado Português? O que distingue os grandes homens e mulheres dos pequenos é que os primeiros talham a História à medida da sua ambição, os outros deixam-se talhar pelos acontecimentos, e desses não restará memória de que alguma vez tenham existido. Paz à sua memória, Dr. Fernando Nobre.

Sunday, 10 April 2011

Swans @ Aula Magna


Ontem foi o dia de uma das mais míticas bandas americanas de 80s pisar o palco da Aula Magna, os Swans de Michael Gira. Apesar de não fazerem parte do lote de bandas que enchem salas com facilidade, a Aula Magna apresentava-se razoavelmente composta para os receber, fruto seguramente dos largos anos de actividade da banda (pese embora a interrupção) fomentando uma legião de admiradores que já vai cruzando várias gerações. Da parte que me toca, o encontro veio em finais de 80 até ir residindo um pouco no esquecimento. Renascidos em 2010 com um disco cuja atenção me foi despertada pelo concerto, constituiu assim uma oportunidade de os ver ao vivo, para constatar in loco a intesidade do seu experimentalismo sónico.


Antes porém, a primeira parte deu-nos uma agradável surpresa com os powerdove de Annie Lewandowski que, fazendo-se acompanhar por um guitarrista e tocando ela própria por vezes uma guitarra acústica de menores dimensões, presenteou o público com um punhado de canções melodiosas de uma pop/folk luminosa, com um suporte musical minimalista, de adorno sóbrio e sustentado por sequências de acordes simples, ou notas soltas tocadas de forma espaçada e lenta deixando à voz o desenho principal das canções. A voz essa, apresentava-se frágil mas segura, como se se dirigisse apenas para um punhado de amigos. A grandeza da sala contrastava enormemente com o intimismo da performance, mas ainda assim, notou-se uma aprovação maioritária por parte do público. Os powerdove editaram este ano o seu primeiro longa duração, Be Mine, pela Square Records, e direi que vale a pena fazerem-lhe uma visita.


Após esta introdução de tons tão suaves ninguém suspeitaria a enorme descarga energética que se seguiria. Arrancando já às 22h com um drone contínuo que teimava em persistir sem ninguém em palco (o que parecia já incomodar algumas gentes do público), os músicos dos Swans foram entrando, um a um, espaçadamente em palco construindo sobre o drone inicial um conjunto de estruturas rítmicas sucessivas que terminaram com a entrada de Gira dando assim termo a 30 minutos de pura neurose sónica, incluindo a reinterpretação do tema de abertura do seu último álbum, “No Words/No Thoughts”. E é de reinterpretação que aqui se fala, pois as estruturas melódicas das canções estavam reduzidas ao esqueleto, soterradas numa imensidão de desgarga sonora rítmica de guitarras distorcidas comandadas ao ritmo da bateria e percursões. Esta carga sonora foi levada a uma intesidade tal que era impossível não nos sentirmos quase hipnotizados pela sequências rítmicas repetitivas e densas por vezes unindo dois e três temas de uma vez. Aqui não houve espaço para descanso e os músicos deram muito poucas tréguas ao público, parando por vezes para receber uns aplausos, ou quando finalizado o primeiro tema Gira convida os presentes a ocuparem as cadeiras vazias das doutorais, ou já no final quando apresenta os seus cúmplices em palco. Também não houve lugar a destaques, menção talvez ao baterista que ía comandando os ritmos com um frenesi incansável, tudo sob a batuta de Gira que, várias vezes, ía dando instruções à banda como se de uma orquestra se tratasse. E foi de facto uma comunhão impressionante o que se assistiu em palco e confesso que nunca tinha presenciado a algo semelhante por parte de uma banda ao vivo. Notável também a performance de Thor Harris nas percursões e vários outros instrumentos, incluindo de sopro. Impossível ter saído indiferente deste concerto. Impossível ficarmo-nos por meias-impressões. Foi quase uma descida aos infernos sonoros, sublinhada por um imperativo “Jesus, come down” que Gira solta no final do segundo tema. E assim continuou por 2 horas. Esmagador, é o mínimo que me ocorre dizer. Quanto aos Swans, ainda parece estar longe o seu canto do cisne.

4,5/5

Tuesday, 29 March 2011

Caridadezinha

Ao ler isto:

“Os gestores do programa de ajuda ao Malawi posto em marcha pela cantora Madonna, que previa a construção de uma academia para raparigas, foram afastados dos seus cargos depois de terem gasto 3,8 milhões de dólares no projecto de uma escola que nunca chegará a ser construída.” in Público, 26 de Março de 2011.
Escusado será dizer que o dinheiro foi gasto em futilidades e salários.

Só me faz lembrar que, em termos de futilidades inúteis e mecanismos de auto-promoção, há coisas que nunca mudam:



Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

A senhora de não sei quem
Que é de todos e de mais alguém
Passa a tarde descansada
Mastigando a torrada
Com muita pena do pobre
Coitada

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

Neste mundo de instituição
Cataloga-se até o coração
Paga botas e merenda
Rouba muito mas dá prenda
E ao peito terá
Uma comenda

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

O pobre no seu penar
Habitua-se a rastejar
E no campo ou na cidade
Faz da sua infelicidade
Alvo para os desportistas
Da caridade

Vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta e boa comidinha
Vamos brincar à caridadezinha

E nós que queremos ser irmãos
Mas nunca sujamos as mãos
É uma vida decente
Não passeio ou aguardente
O que é justo
E há-que dar a toda a gente

Não vamos brincar à caridadezinha
Festa, canasta é falsa intençãozinha
Não vamos brincar à caridadezinha
Não vamos brincar à caridadezinha
Não vamos brincar à caridadezinha


Sunday, 20 March 2011

Na Senda(i) dos Terramotos


Figura: Localização do sismo de Sendai e contexto tectónico. (C) Nature

O último sismo que atingiu o Japão levou uma panóplia de comentadores de serviço às televisões que variaram entre o engenheiro civil e um astrofísico convertido em especialista de alterações climáticas e, agora pelos vistos, também em catástrofes naturais e processos tectónicos. Que me lembre nenhum geólogo ou geofísico, ou mesmo técnico do Instituto Tecnológico e Nuclear, a entidade que em Portugal monitoriza e gere tudo quanto é resíduo radioactivo que por aqui anda. Pois bem, antes de mais, nos meios de comunicação ninguém mencionou o porquê de um sismo desta magnitude no local em que ocorreu ser inesperado. E porque razão, os meios de prevenção de tsunami acabaram por falhar, nomeadamente as barreiras costeiras que se revelaram insuficientes para aguentar com ondas entre os 10 e os 15 metros. Incluindo, é claro, na central nuclear de Fukushima pois o desastre que lhe sucedeu deveu-se precisamente ao impacto do tsunami e à insuficiência das barreiras costeiras.

O sismo do Japão atingiu o grau 9 na escala de Richter, que é uma escala logarítmica, e portanto o incremento no grau de um sismo não corresponde a um incremento linear da energia libertada, mas exponencial. Dada a magnitude atingida, e atendendo que dentro desta gama houve o sismo em Sumatra em 2004 (9.1) e no Chile em 1960 (9.5), a devastação devida à libertação da energia sísmica foi notavelmente pequena. O pior deveu-se ao tsunami que foi induzido pela movimentação brusca de uma massa da crosta substancial. Na realidade, os verdadeiros especialistas nestes assuntos, não previram que a região de Sendai pudesse ser atingida por sismos desta magnitude. A questão é, porquê? Ora bem, o ambiente tectónico onde se encontra o Japão corresponde ao bordo do local onde, a Oeste, no fundo do oceano, a crosta do oceano Pacífico (a litosfera oceânica) mergulha sob a placa litosférica oceânica que se encontra a Este e sobre a qual se ergue o arquipélago japonês. Este enorme movimento de massas é lento, gradual e nunca contínuo. Aliás, esse é o problema, porque o deslizamento de dois blocos de rocha entre si cria atrito e por vezes o movimento bloqueia até que a força exercida acumule tensão suficiente para desbloquear a progressão do movimento. Assim aconteceu com o sismo de Sendai, quando se liberta essa energia e ocorre um deslizamento brusco numa área de várias centenas de km quadrados. Acontece que os registos longos e repetidos que se vinham acumulando indicavam que sismos da magnitude do sismo de Sendai seria improvável em zonas de mergulho de placas oceânicas (zonas de subducção) em que a idade das placas é antiga. Atendendo a que a idade da litosfera oceânica ao largo do Japão tem cerca de 140 milhões de anos (para um máximo admissível entre 180 e 200 milhões de anos), os cientistas apontavam para que a região de Sendai não seria, por isso, afectada por sismos desta magnitude, precisamente por a crosta oceânica que subducta ser mais fria e densa (consequência da idade) então deslizaria mais rapidamente e facilmente. A somar ao problema, registos históricos de sismos na zona também não apontavam para magnitudes desta ordem de grandeza (máximo registado foi 8). Desta forma, o sistema de prevenção de tsunamis estava construído para suportar um impacto de ondas mas com dimensões menores da que as que vieram a ocorrer. Portanto, foi no capítulo previsão e conhecimento científico em que o processo correu mal. O sismo de Sendai provocou já uma necessidade de revisão dos modelos sísmicos nestes contextos tectónicos. Contudo, há formas alternativas a relatos históricos para deduzir a ocorrência destes fenómenos. Os tsunamis, devido às suas características, geram depósitos de detritos (conhecidos como depósitos de tsunami) que podem revelar muito da energia que lhe está associada. A verdade é que em 2001, investigadores japoneses estudaram um desses depósitos na região de Sendai, datado do século IX e cuja conclusão foi que, na realidade, a região até era afectada por ondas gigantes de mais de uma dezena de metros, mas com um período de recorrência de 800 a 1000 anos. E não é que estavam correctos?

Friday, 11 March 2011

Há Já Um Tempo Que Em Privado Venho Dizendo Isto

“Há no meio dos escritores uma grande quantidade de gente de valor muito discutível, mas acham-se absurdamente importantes. Suspeito que há gente de maior nível intelectual noutros meios, como o científico.”

Entrevista a Enrique Vila-Matas, escritor catalão, no suplemento Ípsilon do Público, Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011.

Wednesday, 9 March 2011

Vamos à Luta Camaradas

De vez em quando aparece nos meios de comunicação social um assunto que assume características do mais absurdo que possamos imaginar e inicia-se uma controversa troca de opiniões sobre uma banalidade que não merece mais palavras que as que foram escritas até agora neste texto. Desta vez coube ao Festival da Canção, instituição essa de enorme prestígio para a música nacional e grande estandarte da cultura portuguesa na Eurolândia, e à canção vencedora de Os Homens da Luta. Pois bem, contrariamente a muita alma ofendida e envergonhada desta terra com tal decisão, a opinião da gerência da casa é a seguinte:

“Congratulamos e aplaudimos efusivamente o par de trolhas musicais que são Os Homens da Luta pela brilhante canção Luta é Alegria pois finalmente, ao fim dos provectos anos que leva esta instituição, os portugueses colocaram como sua representante uma canção que não só se encontra verdadeiramente ao nível do que o Festival merece como ao nível daquilo que verdadeiramente é.”

E para assistir a este resultado nem sequer tive que pagar 0,60 euros + IVA.

Monday, 7 March 2011

O Planeta dos Macacos

“The results of a Nature poll of scientists involved in animal research reveal that nearly one-quarter of respondents have been negatively affected by animal-rights activists, or seen it happen to someone they know. In some places, including the United Kingdom, the figure is higher than one-third. The large number of people affected will surprise many of Nature's readers. Researchers have suffered fire bombings, physical attacks, destruction of personal property and campaigns of harassment. But the statistics do not necessarily reflect the current prevalence of violent activist behaviour - rather, they reveal how such activity instils a lingering fear that is difficult to forget.”

Primeiro parágrafo do Editorial da revista Nature, 24 de Fevereiro de 2011.

O Mundo está longe de ser a preto e branco, mas a questão que aqui se levanta é a de uma natureza mais profunda que afecta as sociedades do mundo desenvolvido. Os cientistas não são gente insensível e sem escrúpulos, ou então são na mesma medida dos que existem em todas as franjas da sociedade (arautos da moralidade incluídos). O que isto configura é a transformação perigosa de ideais que deveriam efectivamente contribuir para o progresso social humano em abjectos sistemas fascistas e terroristas.

Tuesday, 1 March 2011

Mercado das Transferências

As saídas de José Alberto Carvalho e Judite de Sousa para a TVI são boas notícias, embora mais no domínio do “wishful thinking” que da efectiva oportunidade que estas saídas representam para a RTP passar a ter um verdadeiro serviço público noticioso. As novas contratações da TVI em nada acrescentam ao que a estação já é (nem melhor nem pior), e esperar mais do que isso é o mesmo que esperar que a próxima edição do Correio da Manhã se bata pelos mesmos leitores do Jornal de Letras. Constitui, isso sim, a oportunidade de a RTP passar a ter uma informação mais séria, aprofundada e menos colada ao poder político. E já agora, por mais uns trocos não podiam levar também a Fátima Campos Ferreira?

Tuesday, 1 February 2011

A Rede Social

Se dúvidas haviam sobre o impacto das redes sociais na convivência moderna, creio que se esfumaram de vez com os acontecimentos na Tunísia e Egipto.

Por cá, aguarda-se pacientemente que as novas tecnologias cheguem à Madeira.