
Este post vai um bocado atrasado mas o tempo, por muito relativo que seja para o Einstein, é bastante absoluto (e escasso) para mim. Pois bem, no já distante dia 4 deste mês decorreu a entrega dos prémios Ig Nobel, antecipadamente anunciados aí na parede lateral do Restaurante. Uns prémios bem-dispostos, a mostrar que nas áreas científicas nem tudo é enfadonho. Apesar de podermos questionar a oportunidade (e sentido) de alguns dos trabalhos realizados, sempre deveremos ter presente a máxima da organização dos prémios Ig Nobel: “Ciência que primeiro nos faz rir, e depois nos faz pensar”. Acreditem que pior foi mesmo a opção pelo género Gore no elenco da Paz segundo o Board of Directors de Estocolmo.
Para mais detalhes podem consultar o site oficial do Ig Nobel.
MEDICINA: Brian Witcombe de Gloucester, UK, e Dan Meyer of Antioch, Tennessee, USA, pelo seu relatório médico “Os Efeitos Secundários de se Engolirem Espadas”.
Comentário: De facto não estou a ver assim de repente, muito bem, qual é mesmo o problema! Mas sempre estou curioso em perceber a razão do “Por favor, não tentem fazer isto em casa”.
FÍSICA: L. Mahadevan da Harvard University, USA, e Enrique Cerda Villablanca da Universidad de Santiago de Chile, pelo seu estudo sobre o enrugamento das folhas.
Comentário: Fraquito! Fraquito!...
BIOLOGIA: Prof. Dr. Johanna E.M.H. van Bronswijk da Eindhoven University of Technology, The Netherlands, pela execução de um censo sobre todos os ácaros, insectos, aranhas, pseudo-escorpiões, crustáceos, bactérias, algas, fetos e fungos com os quais partilhamos as nossas camas todas as noites.
Comentário: é reconfortante saber que nunca vamos sozinhos para a cama, mas dado que os hábitos de higiene dos tipos do norte da Europa não são lá muito famosos, faltam indicadores como sejam, as vezes em que a roupa da cama é lavada e mudada por semana. O que os holandeses precisam é de uma ASAE.
QUÍMICA: Mayu Yamamoto do International Medical Center of Japan, pelo desenvolvimento de um método para extrair vanilina – do sabor a baunilha – a partir de fezes de vaca.
Comentário: Vai um geladinho de baunilha? E uma bolachinha? Não?!
LINGUÍSTICA: Juan Manuel Toro, Josep B. Trobalon e Núria Sebastián-Gallés, da Universitat de Barcelona, por demonstrarem que os ratos por vezes não conseguem distinguir uma pessoa que esteja a falar Japonês ao contrário de uma que esteja a falar Holandês ao contrário.
Comentário: Nem eu!
LITERATURA: Glenda Browne de Blaxland, Blue Mountains, Australia, pelo seu estudo da palavra "the" e pelos problemas que põe a alguém que queira colocar coisas por ordem alfabética.
Comentário: com um curso de croché isso passa!
PAZ: O Air Force Wright Laboratory, Dayton, Ohio, USA, pela promoção da investigação e desenvolvimento de uma arma química, denominada “Bomba Gay”, a qual produz o efeito de tornar os soldados inimigos sexualmente irresistíveis entre si.
Comentário: Ser soldado nos dias de hoje é fodido! Perfiro dar um tiro em alguém que levar um, com amor, onde menos espero.
NUTRIÇÃO: Brian Wansink da Cornell University, pela pesquisa sobre o apetite infindável dos seres humanos, alimentando-os através de uma tigela de sopa, sem fundo e que é continuamente cheia.
Comentário: Há muitas mais coisas infindáveis nos seres humanos... Einstein, em tempos, apontou uma delas.
ECONOMIA: Kuo Cheng Hsieh, de Taichung, Taiwan, por ter patenteado um aparelho, em 2001, para apanhar ladrões de bancos fazendo caír uma rede sobre os mesmos.
Comentário: De facto! Porque raio é que ninguém ainda tinha pensado nisto?
AVIAÇÃO: Patricia V. Agostino, Santiago A. Plano e Diego A. Golombek da Universidad Nacional de Quilmes, Argentina, pela descoberta que o Viagra ajuda na recuperação do jetlag em hamsters.
Comentário: Senhores executivos, VIP’s e globe trotters em geral! Agora, sempre que chegam a casa acabaram-se as desculpas...